quarta-feira, 11 de setembro de 2013

É possível alguém crer em milagres?

O conhecimento científico, isolado da Palavra de Deus, pode se tornar extremamente nocivo, levando o homem a um sentimento de auto-suficiência e independência de Deus. Esse tipo de conhecimento, geralmente transforma-se numa potente fortaleza resistente à Palavra revelada de Deus. As universidades e faculdades têm sido o centro gerador do conhecimento nos vários tipos de ciências. A globalização veio facilitar a aquisição do conhecimento pelas pessoas, pois o acesso à informação, principalmente através da internet, é hoje uma realidade para um grande número de pessoas. A Bíblia afirma que Cristo é o poder e a sabedoria de Deus (Romanos 1.24), portanto a verdadeira sabedoria pertence a Cristo e está em Cristo. E ainda: “Ninguém se engane a si mesmo: se alguém dentre vós se tem por sábio neste século, faça-se estulto para se tornar sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito: Ele apanha os sábios na própria astúcia deles” (1 Coríntios 3.18-19). Alguns cientistas têm dificuldades, por exemplo, de crer em milagres, pois não encontram explicações lógicas para os mesmos. A Bíblia relata que Jesus começou seus sinais milagrosos com a transformação de água em vinho, durante uma festa de casamento (João 2.11). Os fenômenos físicos conseguem, por exemplo, explicar a transformação da água em gelo, entretanto da água em vinho, é impossível uma explicação lógica para esse caso. Logo, a tendência da mente humana é pensar que esse tipo de transformação é resultado de um truque de magia e não pela influência poderosa e sobrenatural do Criador. Vamos agora pensar na multiplicação dos pães e peixes relatada por Mateus no Capítulo 14 versículos de 13 a 21 do seu evangelho. Chamemos os economistas, matemáticos, químicos e biólogos para estudarem a possibilidade da multiplicação dos pães e peixes. Imagine as seguintes explicações: Economistas e matemáticos: - O caso é matematicamente impossível, pois cinco pães e dois peixes formam um conjunto de apenas sete elementos, não mais, não menos, portanto logicamente impossível para alimentar cinco mil homens, além de mulheres e crianças. Químicos: - Com relação aos pães poderíamos até pensar em multiplicar a quantidade dos mesmos, desde que tivéssemos alguns milhares de quilogramas de trigo, fermento, ovos e outros ingredientes. Como não temos, a multiplicação dos pães também é uma impossibilidade. Biólogos: - Poderíamos ter a multiplicação dos peixes em outros, se os dois que temos estiverem vivos, forem da mesma espécie, porém de sexo diferentes. Através do processo de reprodução poderemos chegar a uma super população de peixes, suficiente para alimentar uma quantidade de pessoas maior do que esta, porém levaria alguns anos. Será que essa grande multidão aguenta esperar tanto tempo?. Portanto, através do raciocínio humano, mesmo auxiliado pelo conhecimento científico com todas as suas respostas, não podemos entender o poder e milagres operados por Deus. A Bíblia não possui uma palavra específica para expressar o significado de milagre, entretanto os milagres, resultantes da ação poderosa do Criador, estão relatados em várias passagens bíblicas. Sendo assim, concluímos que os milagres são discernidos espiritualmente, por isso só podem ser aceitos por aqueles que creem no poder sobrenatural de um Deus Todo-Poderoso. “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2.14). Conclusão: Para crermos em milagres temos que crer primeiramente no Deus Todo-Poderoso que desafia, mediante seu poder transformador, qualquer lei natural. Crer em milagres significa pensar nas possibilidades ilimitadas do Criador. Isso requer mudança de mente, quebra das fortalezas cognitivas do conhecimento científico, mudança de atitude para com Deus.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

O novo nascimento

Analisando a conversa de Jesus com Nicodemos,relatada no Capítulo 3 do Evangelho de João, chegamos à conclusão de que para herdar o Reino de Deus, é necessário nascer de novo. Como? O Novo Nascimento em que Jesus estava falando é o nascimento do alto, não um novo nascimento físico, como o primeiro nascimento, que todos já passamos, mas nascer do Espírito. "Quem nasce da carne é carne. Quem nasce do Espírito é espírito"(João 3.6). "Deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher e ambos serão uma só carne" (Gênesis 2. 24). Temos, portanto, na união conjugal, uma só carne, e como produto dessa união, outro ser humano com a mesma natureza dos pais. Como todos os seres humanos são descendentes de Adão, pelo nascimento físico, todos possuem em si a raiz do pecado, a natureza carnal, o velho homem. Como pode ser isso? Se fizermos um retrocesso gradativo na genealogia de uma pessoa, podemos voltar, de geração a geração, até chegar ao ancestral comum de todos os seres humanos: Adão. Portanto, podemos concluir que todos os seres humanos descendem de um único casal: o primeiro casal, Adão e Eva. O homem foi criado espiritualmente e biologicamente perfeito. Os 100 milhões de genes presentes nas células dos seres humanos, armazenavam a perfeição divina para que a mesma fosse transmitida de geração a geração. Logo, todos os seres humanos seriam também espiritualmente e biologicamente perfeitos. A tendência natural pelo pecado, adquirida por Adão quando ele desobedeceu, passou de geração para geração, por isso, concluímos que todos possuem a tendência natural para o pecado. É uma herança genética que todos os seres humanos herdam naturalmente. Podemos ainda dizer que quando Adão pecou nós pecamos, e para sairmos dessa condição deplorável, é preciso nascer de novo. Jesus é descendente de Adão? Biologicamente não, pois foi gerado no ventre de Maria pelo poder do Espírito Santo. Por não ser descendente biológico de Adão, concluímos que a natureza adâmica não fazia parte de Jesus. A Bíblia afirma que Jesus é o segundo homem (1Coríntios 15. 47), e continua com a programação perfeita de Deus, sem mácula, perfeito em todo o Seu ser. Se Jesus nascesse da carne, (da união conjugal), seria carne e não serviria como oferta (sacrifício) pelos nossos pecados, mas por providência divina, isso não aconteceu, pois nasceu do Espírito e por isso é Espírito. Satanás não esperava que Deus, através de Jesus, desfizesse a natureza pecaminosa do ser humano recriando um novo homem, com uma natureza totalmente submissa a Deus. O plano perfeito de Deus implica na morte do velho homem e no novo nascimento, pois assim passamos a ser descendentes de Jesus (natureza divina), esta sim, apta para herdar o Reino de Deus, com todas as peculiaridades que Deus sempre almejou para Seus filhos. Agora, participantes da natureza divina temos novamente direito a árvore da vida, e por fim, a vida eterna. Satanás, o maior adversário de Deus, irá lutar com todas as suas forças para que o homem não creia nessa verdade contida na Palavra de Deus. Ele, com certeza, usará até mesmo outras religiões com suas heresias para que o homem não aceite o plano de salvação através do sacrifício perfeito de Jesus.

sábado, 31 de agosto de 2013

Lei do pecado x lei do Espírito

A lei do pecado: “Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros”. (Romanos 7.22-23). O versículo acima, escrito pelo apóstolo Paulo, deixa claro a existência de uma lei, a qual ele chamou de lei do pecado que está presente nos nossos membros. Afirma também que a lei do pecado está constantemente guerreando contra o nosso desejo de servir a Deus. A partir do momento que o homem desobedeceu, a lei do pecado passou a fazer parte da natureza humana. Sendo assim, o desejo de pecar está naturalmente presente nos nossos membros; isto é, por mais que não queiramos ceder ao pecado, mais cedo ou mais tarde caímos, pois a lei do pecado nos atrai para o pecado. Paulo também escreveu: “... eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado”. (Romanos 7.14). Observe que é algo que vai além da força do ser humano em não querer pecar. Visando entender um pouco mais sobre a lei do pecado, vamos fazer uma analogia entre essa lei e a lei da gravidade. A lei da gravidade exerce, em todos os corpos na face da Terra, uma atração que os puxam para a superfície, por isso, os corpos não flutuam na Terra. Quando lançamos uma bola para cima ela estará naturalmente, enfrentando uma resistência provocada pela ação da gravidade. A bola irá atingir uma determinada altura, parar e em seguida inverter o sentido e ser atraída, inevitavelmente pela ação da gravidade até se esborrachar no chão. Portanto, enquanto o impulso da bola pode vencer a gravidade a mesma continuou subindo, mas o impulso não foi suficiente para manter a bola subindo. A força da gravidade venceu! Observe agora a afirmação de Paulo: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto”. (Romanos 7.15). Parece que Paulo estava dizendo: Gostaria de estar subindo, constantemente em direção a Deus, entretanto não consigo, pois não faço o que prefiro (obedecer a Deus e não pecar), e sim o que detesto (cometer pecados). Paulo continua: “Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim”. (Romanos 7.17). O pecado herdado em Adão, ou a lei do pecado é como a força da gravidade, dificílima de ser vencida. Sendo assim, concluímos que o simples fato de sermos descendentes de Adão já nos condena e humanamente falando não temos como chegar novamente na presença de Deus para sentirmos toda a sua glória. E aí, como resolver essa questão? Calma! Deus criou uma lei superior para nos livrar da lei do pecado e essa é chamada de lei do Espírito. A lei do Espírito: Deus na sua imensa misericórdia, sabendo da situação deplorável do ser humano resolveu, de uma vez por todas, nos livrar da lei do pecado, para isso criou outra lei, a lei do Espírito da vida, presente em Cristo Jesus. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte”.(Romanos 8.1-2). Observe que da mesma maneira que para um corpo vencer a lei da gravidade que sempre o atrai para a superfície, precisa de outra lei (força) superior que o atrai em sentido contrário, o ser humano, para vencer o pecado, precisa de uma força superior à do pecado. A lei do Espírito da vida é superior à lei do pecado que habita nos nossos membros. Com o objetivo de manter o homem voltado para Ele, Deus através de Cristo Jesus introduziu no homem essa nova lei, a lei do Espírito. Quem possui a lei do Espírito? “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”. (Romanos 5.12). Por esse versículo podemos ver que a desobediência do primeiro homem contaminou todos os seus descendentes. Por mais que quiséssemos nos livrar dessa condição não conseguiríamos, pois no momento em que fomos gerados por nossos pais, naturalmente nos enquadramos no que diz Romanos 5.12, pois somos descendentes de Adão, o primeiro homem. Todos os seres humanos têm os mesmos ancestrais: Adão e Eva. Portanto, Deus precisaria estabelecer outra linhagem de seres humanos, pois os descendentes de Adão possuem a lei do pecado em seus membros e por isso estão separados da Sua santa presença. Cristo, o segundo homem, satisfez plenamente à vontade de Deus e introduziu no planeta Terra uma nova linhagem de seres humanos: aqueles que possuem a natureza divina. Entretanto, para obter a natureza divina, é necessário um novo nascimento, não mais como resultado de um relacionamento sexual entre um homem e uma mulher, mas o nascimento gerado pelo próprio Espírito de Deus. Aquele que nasce do Espírito passa a possuir em seu espírito a lei do Espírito, a qual tem poder para livrar o homem da lei do pecado. O novo nascimento ocorre no momento em que o ser humano crê em Jesus Cristo e O aceita como Senhor e Salvador da sua vida.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A loucura da pregação!

“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (1 Coríntios 1.18).
Na sua carta aos Romanos, capítulo 10, Paulo relata sobre a necessidade da pregação do Evangelho para que o homem seja salvo. Estudando o contexto da Palavra, de Gênesis a Apocalipse, fica claro que Deus chama para Si a responsabilidade da salvação do homem. Poderíamos dizer que Deus lança sobre Si (em Jesus) Sua própria ira. Não podemos negar que a ira de Deus foi lançada sobre Jesus Cristo na cruz do Calvário e consequentemente aplacada em relação ao homem. Os quatro evangelhos relatam esse fato de forma clara e evidente. Portanto, o meio pelo qual Deus usa para salvar o homem é totalmente exclusivo. Entretanto, a divulgação desse meio, que consiste na pregação do Evangelho, compete à Igreja (a você e a mim). O Espírito Santo usa a pregação para convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo. É fato que alguém pode ter um encontro com Deus apenas pela leitura das Escrituras, porém, o veículo mais eficiente para a salvação do homem é mediante a loucura da pregação.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O ministério do Espírito Santo no Novo Testamento

O Espírito Santo foi prometido por Jesus, pois Ele sabia que os discípulos e todos os demais crentes não teriam sucesso na vida cristã sem a habitação interior do Seu Espírito. O Espírito, portanto, é de suma importância na vida cristã, pois é Ele quem nos sela, garante e nos dá a certeza da salvação (Efésios 4. 30). O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus (Romanos 8. 16). Vamos destacar alguns pontos sobre o ministério do Espírito Santo no Novo Testamento: 4.1 Declarar as verdades sobre Cristo. “[...] quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir” (João 16.13). A consciência de que o Espírito Santo habita em nós é de fundamental importância para entendermos o ministério do Espírito em declarar as verdades de Cristo, bem como de guiar o crente na verdade. Ao converter-se, a pessoa deixa (ou deveria deixar) que a Palavra o conduza. Seus pensamentos devem ser submetidos à direção do Espírito Santo. 4.2 Revestir do poder necessário à proclamação do Evangelho. “[...] mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.8). Outro ponto fundamental que devemos entender é que o poder pertence a Deus, ao Seu Espírito e não à pessoa que está sendo usada por Deus. Pedro entendeu essa verdade logo de início. Ele sabia que estava revestido do poder do alto. O nome de Jesus era usado, o Espírito manifestava o poder e as pessoas eram curadas, libertas, transformadas. Portanto, o crente é o canal a ser usado por Deus. Deus o reveste do Seu Espírito para que o Evangelho de poder seja proclamado. 4.3 Derramar o amor de Deus nos corações. “[...] porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Romanos 5.5). Logo, o amor (gr. agápe), que é o amor incondicional só é possível pelo Espírito que em nós habita, 4.4 Interceder por nós. “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8.26). Note nesse versículo o verbo assistir no sentido de ajudar, prestar assistência ou socorro, tratar. A pessoa do Espírito Santo nos assiste nas fraquezas. Ele presta assistência ou socorro no momento necessário. É comum nem pensarmos na ação do Espírito Santo nesse sentido; entretanto, a Bíblia afirma que Ele intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis.Em breve a parte 2 deste estudo.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Os pastores de hoje devem ser sustentados por suas igrejas?

Para entendermos o sistema de sustento pastoral na era da Igreja é importante destacarmos os seguintes pontos: 1º) Jesus e seus discípulos viveram no período de transição entre a lei e a graça; portanto, a Igreja como a conhecemos hoje ainda não existia; 2º) A Igreja de Cristo teve seu início com o advento do Espírito Santo; 3º) As doutrinas que se referem ao sustento ministerial no Novo Testamento foram ensinadas pelo apóstolo Paulo por volta do ano 57 d.C.; 4º) Os crentes das Igrejas no seu início, não tinham toda a Bíblia escrita como nós a temos hoje. Portanto, é possível, através de um estudo cuidadoso das cartas de Paulo, principalmente da sua primeira carta aos Coríntios, em especial o capítulo nove, entendermos a vontade de Deus para o sustento ministerial dos Seus servos para os dias atuais. Análise de 1 Coríntios 9.1-17: Logo no primeiro versículo de 1 Coríntios 9, Paulo defende seu apostolado, deixando claro para os membros daquela igreja que eles mesmos eram frutos do seu trabalho no Senhor. No versículo 2, Paulo diz: “vós sois o selo do meu apostolado no Senhor”, ficando evidente que os crentes da Igreja de Corinto não honraram Paulo, como deveriam ter feito. Paulo continua seus questionamentos: A) “Não temos nós o direito de comer e beber?” (Verso 4); B) “Ou somente eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar?” (Verso 6); C) “Quem jamais vai à guerra à sua própria custa?” (Verso 7); D) “Quem planta a vinha e não come do seu fruto?”(Verso 7); E) “Ou quem apascenta um rebanho e não se alimenta do leite do rebanho?”(Verso 7). Essas interpelações levaram os crentes de Corinto a uma reflexão com relação ao chamado de Paulo, levando-os a reconhecer o ministério apostólico de Paulo. Ao reconhecerem, deveriam entender que Paulo tinha o direito de ser sustentado materialmente por aquela igreja, afinal a mesma era fruto de seu apostolado. As afirmações: “Quem jamais vai à guerra à sua própria custa”?; “Quem planta a vinha e não come do seu fruto?” e “ Quem apascenta um rebanho e não se alimenta do leite do rebanho?”, são fortes e despertam os ouvintes a uma refelxão. Paulo estava dizendo: Eu tenho direito de ser sustentado materialmente e financeiramente por vocês, entretanto, nunca usei desse direito. Nunca os obriguei a me sustentarem. Em seguida Paulo cita a Lei: “Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi, quando pisa o trigo. Acaso, é com bois que Deus se preocupa?” (Verso 9). Observe que Paulo traz à memória um princípio do Antigo Testamento, visando mostrar a vontade de Deus com relação ao sustento ministerial para o Novo Testamento. Pelo princípio, podemos entender claramente que Paulo poderia reivindicar seu sustento como um direito e um princípio doutrinário estabelecido por Deus. Observe agora a seguinte afirmação de Paulo: “[...] pois o que lavra cumpre fazê-lo com esperança; o que pisa o trigo faça-o na esperança de receber a parte que lhe é devido” (Verso 10). E ainda: “Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito recolhermos de vós bens materiais?” (Verso 11). “Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento?” (Verso 13). “Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho; [...]” (Verso 14). Fica evidente, pelos versículos acima que Paulo estava doutrinando a Igreja de Corinto sobre o sustento ministerial. Da mesma forma que um trabalhador tem esperança de receber o seu salário no final do mês, assim aquele que presta serviços sagrados. Dentro da visão de Paulo, a qual foi inspirada pelo Espírito Santo, aqueles que semeiam coisas espirituais são dignos de sustento material. No verso 13, Paulo se apega novamente a outro princípio do Antigo Testamento: “quem serve ao altar do altar tira o seu sustento”. Observe a ênfase doutrinária referente ao sustento ministerial no versículo 14: “Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho; [...]”. Não resta dúvida então, que da mesma forma que os sacerdotes e levitas eram sustentados pelas demais onze tribos, os pregadores do evangelho – homens sérios e convictos de um chamado, comprometidos com uma igreja local –, devem ser sustentados pela própria igreja local. Entretanto, a questão a se discutir agora se refere aos meios usados por Deus para esse sustento.